quarta-feira, 23 de abril de 2014

Lançamento do livro, Sob a égide das águas:escritos jornalísticos sobre candomblé


Crônicas jornalísticas que versam sobre candomblé são lançadas no formato pocket livro pela Editora Kawo- Kabiyesile

Uma reunião de 38 crônicas publicadas no Jornal A Tarde, pelo jornalista e antropólogo Marlon Marcos, intitulada Sob a égide das águas, será lançada no dia 25 de abril, às 19 horas, na Loja Katuka – mercado negro, versando sobre aspectos culturais e religiosos que marcam a importância do candomblé para nós brasileiros.

Sob a égide das águas, escritos jornalísticos sobre candomblé, é uma publicação da editora baiana Kawo- Kabiyesile,  a partir de uma reunião de crônicas no Jornal A Tarde, entre os anos de 2006 e 2013, todas utilizando como tema uma das expressões das chamadas religiões afro-brasileiras que, na Bahia, chamamos de candomblé. O livro traduz-se em 37 textos, sendo a maioria publicada no Caderno Opinião, no qual o autor colaborava como articulista. Outro texto fora publicado no site de notícias, do importante jornalista baiano Victor Hugo, o Bahia em Pauta, que é uma louvação ao Dois de Julho, e aos senhores deste dia, os Caboclos.

A publicação vem no formato pocket e destina-se a fazer duas homenagens, uma específica, e outra geral. A primeira, homenageia mãe Zulmira de Nanã, suprema sacerdotisa do Unzó Tumbenci, e a sua filha biológica Dizorida Santana, ekedy deste terreiro, conhecida como mãe Zó, ambas mães espirituais do autor, que é filho do Tumbenci. A segunda, vai para o povo de santo brasileiro, em especial da Bahia, com alusões a nomes como gaiaku Luiza de Cachoeira, a mãe Stella de Oxóssi, a mãe Carmélia de Oxaguian, a mãe Menininha...

O prefácio da obra foi escrito, em um texto magistral, pelo jornalista baiano Claudio Leal, hoje radicado  na cidade de São Paulo.

O textos tratam de um conteúdo sagrado versado de um modo poético; cantam orixás, sacerdotisas e sacerdotes, e retém o propósito de se parecer como textos líquidos, lembrando a força das águas tão importante para os praticantes do candomblé. Oyá, Nanã , Tempo, Iemanjá, Oxaguian, Odé, Xangô, Caboclos, circulam neste livro que além de ser uma obra de cunho jornalístico, se utiliza de algumas categorias antropológicas somadas à Poesia, para alcançar a expressão almejada. O livro recebeu as belíssimas ilustrações do multiartista André de Jesus( Deko) e a fota da capa é de Grazzi Collyer.

O lançamento no dia 25 de  abril de 2014, às 19 horas, na fina loja Katuka- mercado negro, contará com o show homenagem do cantor Carlos Barros, e o violão de Marília Sodré, entoando cânticos para mãe Zulmira e mãe Zó. Também, a especialíssima participação de Virgínia Rodrigues, filha do terreiro Tumbenci, cantando a capella, uma canção para o orixá Nanã. O livro será vendido por 20 reais.

Serviço
Evento:  Lançamento do livro Sob a égide das águas, escritos jornalísticos sobre candomblé
Autor: Marlon Marcos
Editora: Kawo- Kabiyesile
Dia: 25 de abril, das 18:30  às 21 horas
Local: Katuka- mercado negro// 71 – 3321-0151
Preço sugerido: $ 20,00

Maiores informações:
Raphael Cloux ( editor da Kawo)  71 – 9232-1051
Entrevistas:
Marlon Marcos ( autor) 71- 8749-5595// 8107-4693

domingo, 20 de abril de 2014

Como hilda hilst





Que se possa sempre renascer à luz do desejo de se tornar um ser melhor. Do nosso jeito, aproximemo-nos da poesia que nos fascina e impele. Sejamos clareza sem apartar as dúvidas; tenhamos ternura pelo mundo e encontremos o amor que nos constrói para além da noção de sorte.


{ tomo uma imagem como se fosse a pintura de um sonho: idealizo tinta e palavras, dando o colorido que me cabe, navegando a Páscoa que devo almejar. pinto fora da linguagem, rabisco em imitações minhas daquilo que nunca saberei imitar. seguro um livro, visto versículo, da profeta hilda hilst celebrando o encontro. quase azul na palavra sem desgaste, esta, toda poesia rastreia o nome de alguém que se quer amar.}

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Gabo


Morre um construtor de sonhos e me faltam palavras: o azul do céu da Bahia, em alta claridade hoje, me traiu, não era alegria. Mas a morte dele também não é tristeza, é celebração em nome do seu legado literário e luta a favor da humanidade.

Morre o homem Gabriel, fica o mítico e eterno Márquez: o que me fez roubar várias frases do Amor nos tempos do cólera para transformá-las em poética para o amor que tanto queria; me fez brigar e discutir com amigos, calar ouvindo suas interpretações sobre dois livros: Cem anos de solidão, O amor nos tempos do cólera.

Fico abatido porque eu e amigos vivemos e existimos anos em nome destes dois livros. Eu toquei na porta da sua casa, na deslumbrante Cartagena, lhe agradecendo!

Senti suas lições de linguagem sem aprender sua maestria: mas senti a sua imaginação, muitas vezes, masculinamente, respirando com a respiração dele no seu texto literário.

Agradeço à LITERATURA, não por me fazer dominar forma e conteúdo, nem dominar  esta língua que tropeço escrevendo e falando, mas por me dar criatividade, me dar sonhos e, muitas muitas muitas vezes, afugentar minha solidão, me ensinar a existir sem as elaborações forçadas da tal ciência em teorias inatingíveis; à Literatura por me fazer circular entre o dito e não dito e escrever pelas entrelinhas, fruto do meu raciocínio somado ao meu sentimento emoção.

Gabo me foi assim: grande literatura, mas, ainda maior, grande diversão a favor de sonhos e da ilusão amorosa que ainda me persegue.

Choro altivamente e altivamente me despeço deste Mago!


Vá com asas, grande mestre e dê um abraço em Dorival Caymmi.

Sonho meu


E a voz de Nana entoando Só Louco, para Dorival Caymmi, no Farol da Barra, no dia 30 de abril de 2014!

P.S. Sonho meu: participação especial de Maria Bethânia.



daqui eu dessinto a reclusão
me atraio para mim mesmo
me convido a contemplar
o céu azul claríssimo
desta cidade caótica
e me espelho ao mar
de todos os santos
navego no meu barco desejo
do outro lado da baía
onde seria
ele não está.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

minha Mãe e meu Pai: obrigado por eu ter CORAGEM!

E não  é nem de matar ou de morrer. É de viver!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Agradecendo a Dorival Caymmi




Não tenho condições de construir um busto, de fundar um teatro, criar uma Fundação, bancar um show com as vozes de Nana Bethânia Gal Virgínia Rodrigues; nem talento para lhe escrever um poema...Mas existe blog, o facebook, o twitter e a minha imensa gratidão ao senhor por ter me ensinado a gostar de ser baiano, a ver a beleza maior na simplicidade, a imaginar as ganhadeiras nos anos 30 mercando, a sentir o cheiro forte das nossas ruas e ter sonhos lindos com a paisagem humana mais linda da Terra...

100 anos - Patriarca!

Seu legado é fundacional - nenhum político lhe faz sombra - o senhor é verbo em movimento re- criando continuamente esse mistério que a gente gosta de ser e que chamam baianos.

Dorival Caymmi - cenas tangíveis das infinitas possibilidades de um lugar, e mais que tudo: cenas da vida em bem estar.

Bravo, patriarca!


Eu lhe agradeço adormecido como o seu João valentão!

Cachoeira de mim



Por ser água
mesmo que salgada
eu também sei ser
cachoeira.


( meu Pai me ensinou)

domingo, 13 de abril de 2014

Do peixe



Tendo-me à fartura desse instante
na leveza constante da sua proteção
entre a vontade de mergulhar e sumir
e a de estar aqui a escrever...

Escrever meus sonhos de beleza
com delicadeza e fé
ora instigando o silêncio
ora cantando versos
para o amor

em mim
em Ti
no mar.

Ora realizando
sob a barra da sua saia
alimentado de peixes
em verde e branco

sendo-me eu
azul difuso
nos caminhos
deste mundo.

sábado, 12 de abril de 2014

Melhor é ser

Conquisto a quem deve ser conquistado. Divulgo e imprimo nas asas do vento a cara dos que amo e admiro... Sou água em movimento ajudando a mim e a outros a ser.